O que é o pensar? O que é o pensamento? Sabedoria, inteligência e conhecimento. Lidar com o medo.

Vamos colocar para você aqui, com mais detalhe, essa questão do que é o pensamento e o que é o pensar. Veja, uma coisa está diretamente atrelada à outra, mas desconhecemos a verdade sobre isso e subestimamos a importância da compreensão sobre isso. Então, notem aqui, nós temos a questão da aproximação intelectual e nós temos a verdade da aproximação da compreensão desses dois assuntos, que, na realidade, um está diretamente ligado ao outro, mas não compreendemos nada sobre isso e subestimamos a importância, repito, desta compreensão.

Então, vamos lá. Primeiro, antes de tudo, por que é importante nós termos uma compreensão da verdade sobre o pensamento e sobre o pensar? Porque isso lhe dá uma base para ter de si mesmo uma aproximação do Autoconhecimento.

E, com a presença do Autoconhecimento, temos uma oportunidade de um grande portal aberto para a verdade da sabedoria. Aqui no canal nós temos uma playlist sobre sabedoria, inteligência e conhecimento. Recomendo você depois dar uma olhadinha nessa playlist.

A vida, ela requer a presença da sabedoria. Sem a sabedoria, a vida é a vida que nós conhecemos. E a vida que nós conhecemos não é a vida da inteligência, é a vida dos problemas.

A beleza de um encontro com a inteligência, e aqui eu me refiro à inteligência espiritual, essa é uma outra playlist aqui no canal, todos esses assuntos que nós abordamos aqui você encontra aqui no canal, nesse formato de playlist, nós temos diversos vídeos tratando de cada um desses assuntos aqui, então, você encontra isso aqui nas playlists, a presença dessa inteligência espiritual é a presença da verdade da sabedoria.

Porque é a ciência divina, é a ciência de Deus. Isso se fundamenta no Autoconhecimento. E a presença do Autoconhecimento requer que você compreenda como você funciona.

Então, não podemos eliminar nenhum desses elementos. Uma das coisas importantes é termos a compreensão de que tudo na vida está interligado. Não podemos ter a solução, por exemplo, de um problema sem a compreensão da totalidade dele.

E não podemos ter essa visão de totalidade se não nos aproximamos dele. Por exemplo, como em geral as pessoas tentam resolver os problemas do jeito que elas imaginam que conseguirão resolver, que poderão resolver.

E, de fato, não é assim. Ter a solução de um problema requer uma aproximação direta do problema e não um afastamento dele, como, em geral, as pessoas fazem. Então, repare, voltando aqui à questão, tudo está interligado.

Tudo está interligado. Então, o que é o pensamento? Vamos começar por aqui. O que é o pensamento? Veja, falando de problema, esse é um problema.

Nós não resolvemos esse problema. Esse é um dos problemas humanos que nós temos. Nós temos diversos problemas como seres humanos nessa estrutura psicológica de existência humana, nós somos criaturas carregadas de problemas.

E um dos problemas é esse: o que é o pensamento? Não sabemos o que é. Mas olhe para você e você irá perceber que estamos diante de algo que tem uma base muito simples, mas que, na verdade, é algo muito, muito complexo em razão da complexidade psicológica que nós trazemos.

Esse é um assunto, entre outros, que se tornou muito complexo para cada um de nós. Então, esse assunto: o que é o pensamento é algo que tem se tornado complexo, porque nós vivemos dentro de uma complexidade psicológica muito grande, mas o pensamento em si tem uma base muito simples. Você tem o seu nome, você tem o seu endereço, você sabe o nome da esposa, do marido, dos seus filhos. Esse saber é conhecimento. Esse conhecimento é lembrança. Essa lembrança é o pensamento. Então, o que é o pensamento? A lembrança, a memória, o conhecimento, a recordação. Todo pensamento presente é só uma recordação, um conhecimento, uma lembrança, uma memória. Então, basicamente, é isso.

Isso é o pensamento. Então, a resposta para o que é o pensamento nós já temos. Do ponto de vista teórico, intelectual, a base é essa.

E o que é o pensar? O pensar é aquilo que torna possível a presença do pensamento. De que forma? Eu pergunto o seu nome e você me diz o seu nome. Mas você só pode me dizer o seu nome porque há um processo de pensar.

Esse processo de pensar é o que traz a presença do pensamento. Quando o cérebro reage, ele responde com uma lembrança. A reação do cérebro é o pensar e a lembrança é o pensamento.

Assim, o que é o pensar? É a resposta que o cérebro dá com base no passado, que é lembrança, que é memória, que é pensamento. Essa resposta surge. Essa resposta é o pensar.

Agora reparem como é importante nós termos disso uma compreensão direta, mas vivencial, realmente compreendedora do assunto e não intelectual. A diferença entre intelectualmente compreender algo e de fato, não intelectualmente, mas de fato compreender algo é totalmente diferente. Uma compreensão é uma visão real daquilo que ali está, daquele fato, daquilo que ali se apresenta.

Enquanto que o entendimento de compreensão é só um entendimento intelectual, teórico. É uma ideia. Aqui estamos lhe convidando para uma compreensão do que é o pensar, do que é o pensamento.

E nesta compreensão fica claro que todos os problemas que você tem nesta relação com pessoas e com a vida e com o mundo à sua volta, todos esses problemas, todo tipo de confusão e sofrimento está presente em razão do pensamento. Vamos ver como é simples isso aqui. Você tem pessoas que você gosta delas e tem outras que você não gosta.

Onde se assenta, onde se baseia esse gostar e não gostar? Olhe para si mesmo e você irá perceber. Esse não gostar se baseia em lembranças de coisas ruins, desagradáveis, que você viveu com ele ou ela. Então, você não gosta dele ou dela. Mas, o que você tem dele ou dela são lembranças de alguém.

Alguém ruim, alguém grato, alguém mau, alguém que lhe fez o mal. Essa lembrança é o pensamento. Assim, quando alguém cita o nome dessa pessoa, fala o nome dela perto de você, isso suscita dentro de você, isso é algo que provoca dentro de você um estado de sentimento, de emoção desagradável. Então, reparem a importância do pensamento. O pensamento está sustentando em você pessoas que você não gosta. O pensamento está sustentando em você pessoas também que você gosta. Mas, o que são essas pessoas? São só pensamentos. E qual é a verdade do pensamento? Absolutamente nenhuma. A única verdade do pensamento é que você está imaginando coisas, porque é só o que o pensamento sabe fazer.

É imaginar coisas, imaginar pessoas, imaginar estados desagradáveis ou agradáveis em você. Enquanto a sua vida, a vida desta pessoa, estiver se sustentando, presente, a sustentação desta pessoa que você é, que você acredita ser, terá sua sustentação em pensamentos, em imagens. Então, os nossos problemas, todos eles se sustentam nos pensamentos, nas imagens, nas imaginações que nós sustentamos. Isso é o pensamento.

Essa é a forma de pensar que nós conhecemos. Percebam isso, a importância de nos livrarmos do pensamento, desse pensar e, portanto, desse sentimento, emoção e sensação e, portanto, dessa imaginação, desse problema, desse sofrimento. Toda a nossa vida psíquica, toda a nossa vida psicológica, toda esta consciência, como nós conhecemos presente em nós, não é outra coisa a não ser pensamento, esse formato de pensar, esse sentimento, emoção, sensação e imaginação. Então, isso está sustentando esta pessoa.

Portanto, a pessoa que você é é um conjunto de pensamentos, de imagens, de imaginações sobre o mundo, sobre o outro, sobre as situações, sobre as aparições e sobre você mesmo. A vida nesta condição é uma vida onde está presente a ilusão de uma identidade. Essa identidade, como é ilusória, como sua vida está sustentada por esse padrão de pensamento, ela se vê como uma entidade separada da própria vida, separada do outro, em conflito com ela mesma.

Aqui, esta condição de existência é a condição do sentido de identidade separada. Aqui, a vida, dentro desse contexto, é a vida em sofrimento. Na ausência desta ciência da realidade divina, há uma realidade presente mas vivemos alienados desta realidade, porque estamos vivendo esta realidade do “eu”, esta verdade da pessoa, esta verdade do pensamento, esta verdade da imaginação.

É por isso que temos enfatizado aqui com você a verdade de que nós temos a vida real, como ela é, e temos a vida particular desse sentido do “eu”, como ela é. A vida como ela é, nesse sentido do “eu”, é uma vida de confusão, de separação, de dualidade. Está presente a inveja, o ciúme, a posse, as diversas formas de medos, a contradição presente nesses conflitos, desses diversos desejos que o ser humano tem. Tudo isso está presente em razão do pensamento e do pensar.

Por isso nós colocamos agora há pouco, não podemos subestimar essa forma equivocada, ilusória, de pensar que nós temos, que é a forma que sustenta esse padrão do pensamento, como nós conhecemos, onde está presente a ilusão de um pensador por detrás de tudo isso. Podemos descobrir a vida sem esse pensador? Podemos descobrir de verdade a vida sem nos importarmos mais com esta condição psicológica de pensamento, de tal forma que o pensar em nós sofra uma radical mudança? Podemos romper com esse padrão de pensar, onde a continuidade desse pensar é a continuidade da imaginação onde está presente a ilusão desse pensador, que é o “eu”, que é a pessoa, por detrás de tudo isso? Essa descoberta, esta constatação, é possível quando ficamos cientes de todo esse movimento, sem nos confundirmos com ele, quando descobrimos o que é olhar para o pensamento. Apenas olhar para o pensamento, sem colocar um elemento presente no pensamento, sendo o pensador, quando o pensar acontece.

Então, vamos ver aqui como isso se torna possível. Alguém aparece para você, e você o reconhece. Nesse momento surge de dentro de você uma imagem que você tem dele.

Essa imagem é o pensamento, nesse pensar, e, naturalmente, a imaginação: eu gosto dele ou não gosto dela. É possível apenas você se tornar ciente desse movimento, quando surge, e apenas olhar para isso, sem manter essa continuidade desta imagem que você tem dele ou dela, sem manter essa continuidade do pensamento a partir dessa imaginação, mas apenas olhar? Se você descobre o que é olhar, sem interferir com isso, sem se envolver com isso, sem dar credibilidade a isso, sem dar imaginação a isso, se houver só o olhar, experimente para ver o que acontece.

Da próxima vez que você se encontrar com alguém que você conhece, observe, o que ocorre nesse momento, como rapidamente o cérebro processa essa imagem, que é o pensar, e traz o pensamento sobre ela, e como rapidamente a imaginação surge: eu não gosto dela ou eu gosto dela.

Observe isso. Então, da próxima vez que você se encontrar com alguém, eu lhe convido apenas a ficar ciente dessa mecânica. Apenas fique ciente, apenas olhe, mas não interfira, não se envolva com isso.

Essa é a forma real de olhar sem o observador, de olhar sem o pensador, de olhar sem esse experimentador, que é esse elemento que já experimentou outros contatos com ele ou ela. Nesse momento você elimina o experimentador, você elimina o pensador, elimina o observador. Ao fazer isso, você está entrando, pela primeira vez, em um contato direto com o momento, sem alguém presente nesse contato, que é esse mim, esse “eu”, esse ego. Isso requer a presença de um olhar, de um perceber, desse se dar conta sem o “eu”, sem esse elemento em você que sempre vem do passado para se envolver com o momento presente.

Esta é a forma real da compreensão do fato do pensamento, da ciência do pensamento. Veja, não se trata agora mais de uma teoria, de uma ideia, de algo que você ouviu, aqui sendo colocada. Você está, neste momento, se tornando ciente de suas reações, do fato de suas reações, diante dele ou dela. Se, ao se encontrar com alguém, alguém lhe elogia, faça o mesmo, apenas tome ciência do que o outro diz, mas não se envolva.

Repare, nós não estamos diante de algo tão simples. Não se envolver com um elogio, não se deixar tomar por uma emoção de euforia, de prazer, de preenchimento egoico, isso requer a presença desta atenção, desse apenas escutar o que o outro diz. Isso vale para um elogio, mas vale também para uma crítica.

Apenas escutar, percebendo esse elemento que vem do passado para receber com raiva essa crítica, ou com prazer e gratificação essa lisonja e não se confundir com isso.

Apenas tomar ciência disso. Nesse momento, você está diante desta atenção, desse olhar para as suas relações. Essa é a base para o Autoconhecimento.

É isso que lhe dá a base para o despertar dessa inteligência espiritual, para o florescer desta sabedoria divina. Então, em um certo nível, o conhecimento, o pensamento e a experiência se fazem necessários, profissionalmente, tecnicamente, no reconhecimento do seu nome, ou na simples lembrança de um episódio, de um acontecimento, ou para falar uma língua, o pensamento, o conhecimento, a memória se faz necessária. Mas, repare, aqui nós estamos colocando uma identidade separada, que é o “eu”, o ego, envolvida nisso.

Aqui estamos lhe dizendo que no nível desta real consciência, desta divina consciência, o sentido do “eu”, do ego, não tem espaço. Nós temos passado uma vida inteira nos confundindo com o sentido de alguém presente, o tempo todo, nas relações, com o mundo à nossa volta, com o outro, com nós mesmos. Então, estamos sempre dando continuidade a esse pensamento, nessa imaginação de alguém presente. Podemos eliminar essa imaginação, esse sentido do “eu”? Podemos colocar apenas atenção para esse momento, para essas reações que surgem, quando internamente algo acontece ou externamente um desafio surge? Então, notem, aqui com você, nós estamos trabalhando com você, por exemplo, o fim do medo.

Observe que o medo não é outra coisa, também, a não ser a presença do pensamento criando situações de um futuro desagradável para acontecer. Podemos eliminar o pensamento? Se você elimina o pensamento desse futuro, você elimina a imaginação e isso é o fim do medo. Nós estamos lidando com a vida como ela acontece, mas quando sustentamos a nossa vida psicológica, sentada no pensamento e, portanto, na imaginação, o sentido do ego está presente, da confusão está presente, do sofrimento está presente.

Não há vida no pensamento. No pensamento só há imaginação. Assim, quando as pessoas perguntam como lidar com o medo, a pergunta para você é a seguinte: o que é o medo? Sem a presença do pensamento, onde está o medo? Se eu pergunto para você do que você tem medo, você precisa do pensamento para me dizer do que você tem medo.

Se você sente medo, você precisa da imaginação, que é a presença do pensamento, para sentir o medo. Tomar ciência da realidade do seu Ser é se tornar ciente do movimento do pensamento, é se tornar ciente do movimento desse pensador.

É esse pensador, é esse pensamento que sustenta estados internos de conflito, de desordem e sofrimento como, por exemplo, essa questão do medo. Como lidar com o medo? Aqui a pergunta é: como lidar com o pensamento? Porque o pensamento é a base do medo. O seu medo é sempre de alguma coisa, mas é sempre de alguma coisa que o pensamento lhe comunica.

Sem a presença do pensamento, não existe medo. Uma coisa interessante quanto ao medo, o medo está sempre relacionado também ao futuro, ao que pode vir a acontecer ou ao que aconteceu e pode se repetir novamente. Sempre o pensamento está presente nessa questão do medo.

Então, nós precisamos investigar profundamente esta verdade sobre o pensamento. Aqui estamos com você trabalhando isso nesses encontros. Nós temos aqui uma playlist sobre sabedoria, inteligência e conhecimento.

A ciência da verdade do seu Ser é o florescer de sua natureza real, de sua natureza divina, uma vida livre do pensamento, uma vida livre desse elemento que é o pensador, é a liberdade do seu Ser, é a liberdade de Deus.

Aqui nós temos encontros nos finais de semana para aprofundar isso com você. Então, sábado e domingo estamos juntos. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para se aproximar desses encontros.

Além disso, temos encontros presenciais e também retiros. Se isso é algo que faz sentido para você, deixe aqui o seu like, já se inscreva no canal, coloque aqui no comentário: sim, isso faz sentido. Ok? E a gente se vê.

Valeu pelo encontro e até a próxima.

Janeiro de 2025
Gravatá – PE, Brasil