Mestre Gualberto

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Subjetividade e objetividade

A Realização é aquilo que há de mais extraordinário para cada um de nós, porque é o descobrimento desta Realidade, da Realidade da Vida, da Vida, de fato, como Ela é, e não como o pensamento tem produzido dentro dessa subjetividade, dentro de cada um de nós.

O fato é que nós temos, dentro de cada um de nós, um movimento interno acontecendo, um movimento de pensamentos, sentimentos e emoções, e, se isso não é compreendido em seu lugar real, nos perdemos dentro dessa ilusão de identificação com esse mundo subjetivo. Quando isso acontece, esse sentido separatista de um "eu" aflora e retira dessa identificação uma vida própria, uma vida particular, uma vida subjetiva, essa, assim chamada, "vida pessoal", essa, assim chamada, "vida individual", no sentido de estar separado de outros indivíduos, de outras pessoas e também do mundo em volta dele, em volta dessa "pessoa".

E nós estamos dentro desta beleza, que é o descobrimento da ilusão disso tudo, da ilusão desse mundo imaginário, para a constatação desta Vida Real, onde estamos diante de um mundo novo, de um mundo que não está mais baseado no pensamento, de um mundo de simples observação direta, nada mais subjetivo, mas de perfeita e plena objetividade, onde a Vida é o que é, onde há uma quebra completa dessa identificação interna, psicológica, condicionada.

Isso significa a liberdade desse processo, significa a vida na Consciência, e não mais na mente, nessa prisão de subjetividade, onde todos esses filtros – o filtro do julgamento, da comparação, do gostar e do não gostar, do temer, do desejar, do julgar, criticar, avaliar – terminam, onde tudo isso acaba completamente, e esse sentido particular, próprio, isolacionista, autodefensivo, autoprotetor e exclusivista desse sentido de uma identidade separada, desaparece completamente.

É evidente que, quando isso desaparece, esse sentido de ilusão, que é essa criação desse mundo subjetivo, também desaparece.